Caros vizinhos
Apesar da má fama, que vem de longe, o poder local foi crucial para a consolidação da democracia e para o desenvolvimento do país nos vinte anos pós-25 de Abril.
Faltava quase tudo e fizeram grande parte do trabalho de sapa: saneamento básico, infra-estruturas, alguma reabilitação urbana e os primeiros passos de algum, mesmo que mau na maior parte dos casos, ordenamento do território. Na Amadora muito se fez, muitas vezes mal e com um remédio difícil, mas fez-se obra.
Mas, mais de 30 anos depois, a democracia local já devia ter ultrapassado a sua infância. Antes de mais, na relação do poder político local com as população, ainda muito baseado em redes de interesses e compadrios, nos favores e no caciquismo, em pequenas ditaduras e no horror à participação e à critica.
Veja-se o exemplo do nivel de participação e critica que agrada ás autarquias. Nas reuniões de assembleia municipal públicas, dos poucos minutos concedidos aos munícipes para interpelarem o executivo, nem existe direito ao contraditório por parte dos cidadãos. Perguntamos, o Presidente responde e termina. E que tão zelosos são os Senhores Presidentes de Assembleia, que são quem gere o andamento da Assembleia. Nem mais 1 minuto nem mais uma pergunta. Ridículos de tão zelosos no cumprimento desta norma. Mas só desta que há por ai outras normas que se podem...digamos flexibilizar.
Falta dar um enorme salto para uma segunda geração de políticas. Em vez da “obra feita”, de que a obsessão pelas rotundas é o melhor retrato, seria normal que autarcas e eleitores já estivessem a discutir outros temas.
Entendo que são coisas aborrecidas e distantes para a maioria dos Presidentes de Câmara, como a sustentabilidade económica, ambiental e social; a coordenação entre autarquias; políticas de habitação e realojamento que percebam que o bairro social construído hoje será o inferno de amanhã; o combate sem tréguas à ditadura do carro; ordenamento do território que não seja feito à medida de interesses particulares (alguém já ouviu falar que a urbanização do Neudel era para ter menos um terço dos fogos que actualmente tem?) e formas de gestão transparentes (confesso que deste tema nunca ouvi nada aqui pela Amadora...).
Do Estado Central, para começar, precisa-se de uma coisa: a alteração imediata de uma lei de financiamento que promove o betão e a corrupção.
Faltava quase tudo e fizeram grande parte do trabalho de sapa: saneamento básico, infra-estruturas, alguma reabilitação urbana e os primeiros passos de algum, mesmo que mau na maior parte dos casos, ordenamento do território. Na Amadora muito se fez, muitas vezes mal e com um remédio difícil, mas fez-se obra.
Mas, mais de 30 anos depois, a democracia local já devia ter ultrapassado a sua infância. Antes de mais, na relação do poder político local com as população, ainda muito baseado em redes de interesses e compadrios, nos favores e no caciquismo, em pequenas ditaduras e no horror à participação e à critica.
Veja-se o exemplo do nivel de participação e critica que agrada ás autarquias. Nas reuniões de assembleia municipal públicas, dos poucos minutos concedidos aos munícipes para interpelarem o executivo, nem existe direito ao contraditório por parte dos cidadãos. Perguntamos, o Presidente responde e termina. E que tão zelosos são os Senhores Presidentes de Assembleia, que são quem gere o andamento da Assembleia. Nem mais 1 minuto nem mais uma pergunta. Ridículos de tão zelosos no cumprimento desta norma. Mas só desta que há por ai outras normas que se podem...digamos flexibilizar.
Falta dar um enorme salto para uma segunda geração de políticas. Em vez da “obra feita”, de que a obsessão pelas rotundas é o melhor retrato, seria normal que autarcas e eleitores já estivessem a discutir outros temas.
Entendo que são coisas aborrecidas e distantes para a maioria dos Presidentes de Câmara, como a sustentabilidade económica, ambiental e social; a coordenação entre autarquias; políticas de habitação e realojamento que percebam que o bairro social construído hoje será o inferno de amanhã; o combate sem tréguas à ditadura do carro; ordenamento do território que não seja feito à medida de interesses particulares (alguém já ouviu falar que a urbanização do Neudel era para ter menos um terço dos fogos que actualmente tem?) e formas de gestão transparentes (confesso que deste tema nunca ouvi nada aqui pela Amadora...).
Do Estado Central, para começar, precisa-se de uma coisa: a alteração imediata de uma lei de financiamento que promove o betão e a corrupção.
Sem autarcas de segunda geração o país, todo ele e não só a Amadora, estará condenado. Não se vislumbra, em nenhum partido, a vontade de arriscar. Uns querem garantir a sua rede local de influências, outros estão preocupados com a sua própria bolsa de emprego, outros olham para as eleições autárquicas como mais um momento de afirmação nacional.
E o nosso papel?
É que estes políticos, são cidadãos como nós, eleitos por nós. Logo estão lá porque fomos nós que os elegemos. Depois avaliamos, nas eleições, o seu desempenho.
Mudemos então a nossa intervenção cívica e espírito critico enquanto cidadãos, para pudermos exigir “novos políticos”. E, já agora, para os merecermos também.
Cumprimentos,
Ricardo Martins
8 comentários:
como eu gostava que o Parque Neudel fosse para a frente
Gostávamos todos Nós !!!!!!
Falei com urbanizador à umas semanas atrás e ele veio com a promessa de sempre, que estava para breve!!
Até quando...
A definição de "breve" para o urbanizador e para a Câmara é algo que nos intriga...um dia iremos descobrir a definição e muitas outras coisas sobre o Parque e a Urbanização do Neudel
Cumprimentos,
Ricardo Martins
Hoje reparei que cerca das 12h30m estavam vários polícias junto da habitação onde talvez venha a haver um parque, porque estavam a demolir o restante da habitação assim como estiveram a remexer as terras em volta (as quais penso que se encontravam cultivadas). Ao fim da tarde encontravam pessoas nos escombros da dita habitação, penso que a retirar alguns bens(?).
bom dia, já repararam que a casa que faltava ser demolida, já o foi na manhã de ontem e consequente remoção de escombros a acontecer na manhã de hoje, se calhar quer dizer qualquer coisa!
Esperamos que sim, que signifique o inicio da obra. Mas segundo o Sr. Presidente da Câmara, não era essa casa que impedia a construção do parque. A barraca na parte de baixo, junto à estrada é que tinha de sair. A barraca foi demolida, o terreno limpo, mas mais nada aconteceu.
Já passaram mais de 1300 dias (desde a aprovação em Ass. Municipal) e de Parque Urbano do Neudel só a poeira e o terreno a ter que ser limpo outra vez...
Cumprimentos,
Ricardo Martins
Assistência Informática ao Domicílio.
http://pauloteclx.blogspot.com
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